case / processo

este portfólio,
feito com IA

o case é o site que você está lendo. desenhei, escrevi e publiquei o thais.coffee com o claude como parceiro de produção. a IA acelerou o fazer. direção, sistema e conteúdo continuaram comigo.

feito por thais + claude

case 04 · este portfólio
ficha técnicanº 04 · este-portfolio.case · rev. 2026
01 · empresaprojeto pessoaleu + claude
02 · produto/projetothais.coffeesobre, portfólio, opinião e contato
03 · duraçãoem evoluçãoout/2026 → hoje
04 · habilidades utilizadas
  • direção de arte
  • design system
  • conteúdo
  • uso de IA
  • front-end
05 · disciplinas envolvidas
  • design
  • conteúdo
  • desenvolvimento web
06 · ferramentas e plataformas
  • claude
  • frontend-design
  • canvas-design
  • github
  • hostinger
  • umami
TC-PORTFOLIO-1026design: thais castro
selo de
qualidade

big numbers

o site, em números contados_

6famílias de cor, cada uma com uma função
4páginas principais, sem home: o sobre é a entrada. o quiz é um extra
4cases, este incluído
8 pxa base de todo espaçamento

contexto

a IA que faz tudo sozinha não servia_

o que não funcionava

comecei no criador de sites com IA da hostinger. ele entregava uma página pronta, mas cada mudança virava copiar e colar código, e a minha fonte de título nem carregava na caixa de código. eu não estava desenhando: estava administrando um gerador.

o que eu queria

um portfólio um pouco disruptivo, brutalista, com códigos gráficos techno retrô e o processo em primeiro plano. e um lugar onde eu pudesse dirigir a IA tela por tela, em vez de aceitar o que ela decidisse.

“fui eu que fiz, com a ajuda de alguma IA.”

do meu texto IA não faz bons designers. este case é a prática dele.

origem

antes do prompt, o rabisco_

a arquitetura do site nasceu à mão, no tablet. o rabisco vira o briefing: a IA lê o desenho, e eu confiro se a tela respeitou a intenção, não só o traço.

Esboço à mão da página sobre: menu no topo com a anotação menu mais identificável, um hero com foto e dois botões, e a frase do hero escrita ao lado: mitigo riscos através do design
o sobre no papel. a frase anotada ao lado virou o título do hero, e “menu ⊕ identificável” virou uma decisão.
Esboço à mão da página portfólio: uma lista vertical de cards com um elemento visual marcante no topo, em forma de cúpula, e o detalhe do card com título, ficha, descrição, destaque das habilidades usadas e botão para expandir
o portfólio no papel: a cúpula em wireframe no topo e o card com ficha e habilidades destacadas, como está no ar hoje.

meu papel

quem faz o quê_

a divisão é simples: a IA produz, eu decido. na prática, ela fica assim.

etapaeua IA
direçãoescolho a estética brutalista, as referências, a paleta e as fontes.propõe composições e variações dentro dessa direção.
sistemadefino as regras: grid de 8, raio só em janela, texto de botão curto.documenta os tokens, aponta onde a tela fugiu da regra e me faz as perguntas em aberto.
conteúdotrago os fatos: meus documentos, análises, telas e o linkedin. corto o que não consigo provar e reviso a versão em inglês.rascunha a partir dessas fontes, organiza a estrutura de cada case e faz a versão em inglês.
códigoreviso na tela, no desktop e no celular.escreve o HTML e o CSS e publica no canvas.

processo

um ciclo curto, direto na tela_

  1. 01

    briefing com fonte

    cada pedido vem com material de verdade: o rabisco da página, o documento do case, as análises, os prints das telas. sem isso, a IA escreve sobre um designer genérico.

  2. 02

    primeira versão no canvas

    a página nasce como um artboard, ao lado das outras, para eu ver o site inteiro de uma vez.

  3. 03

    feedback no lugar exato

    comento em cima do elemento, como faria com um dev. curto e direto.

  4. 04

    a correção vira regra

    quando um ajuste se repete, ele sobe para o design system. e quando uma regra deixa de servir, ela sai de lá com registro.

  5. 05

    publica

    o código vai para o github, que publica na hostinger. o umami mostra o que as pessoas abrem e leem.

ciclo.sh
  1. $ briefing --fontes docs,telas,linkedincontexto antes de tela
  2. $ desenha --canvas “in prod”uma página por artboard
  3. $ comenta “volta como era”feedback em cima do elemento
  4. $ regra >> design-systemo ajuste que se repete vira regra
  5. $ publica --github --hostingere o ciclo recomeça
Comentário da Thais no canvas, em cima do menu, explicando a lógica das páginas: sobre, portfólio, opinião e contato, com o caminho mudando para sobre/jeito ou portfolio/refin.case conforme a pessoa navega
eu explico a lógica, no próprio menu: cada seção do sobre é uma “página” e o caminho acompanha a navegação.
Resposta do Claude na mesma thread: aplicou as 4 páginas principais no menu, com a página atual em amarelo, e o caminho no prompt mudando conforme a rolagem
a resposta vem na mesma thread, já aplicada. foi daí que saiu o menu de terminal que mostra onde você está.

decisões

onde eu disse não para a IA_

01

sair do gerador

o que a IA oferecia

um site inteiro gerado de uma vez, que eu só podia ajustar copiando código.

o que eu escolhi

um canvas onde cada página é um artboard, com o código num repositório no github e deploy na hostinger. mais trabalho no começo, controle total depois.

02

canto arredondado só em janela

o que a IA oferecia

raio em botão, tag, card e janela, cada um com um valor.

o que eu escolhi

pela heurística de consistência de nielsen: 16 px só em janelas e telas, círculo só a 50%, todo o resto reto. o raio passou a significar “isto é uma janela”.

03

tag não é botão

o problema

destaques que não levam a lugar nenhum estavam com o mesmo azul dos botões.

o que eu escolhi

azul é só para o que age. tag e destaque não clicável ganharam outro tratamento, e texto de botão ficou com no máximo três palavras.

04

número sem prova sai

o risco

IA escreve resultado de forma convincente, com ou sem lastro. um portfólio não pode ter frase que eu não sustento numa entrevista.

o que eu escolhi

tirei números que não conseguia comprovar, como um ganho de retenção do chatbot. no case de transparência, a prova virou externa: o ranking.

05

sem home, menu de terminal

o padrão

uma home com hero genérico e o resto escondido atrás de cliques.

o que eu escolhi

o sobre é a entrada. o menu fica no topo, como uma linha de comando que mostra onde você está: portfolio/este-portfolio.case.

06

conceito não vence usabilidade

o que a IA oferecia

no celular, o menu abria num quadrado amarelo escrito “ls”, o comando de terminal que lista pastas. combinava com o conceito, mas só quem programa entende.

o que eu escolhi

anotei “menu ⊕ identificável” no rabisco e pedi para trocar pelo ícone de três linhas. o conceito fica no prompt; o botão precisa ser reconhecido por qualquer pessoa.

07

do claro para o escuro

o que eu tinha

o design system nasceu só com tema claro. o escuro ficaria para depois.

o que eu escolhi

levei o site inteiro para o fundo escuro, com usabilidade acima da estética: contraste conferido cor por cor e fitas de divisão só em branco, para a cor não pesar.

08

a cor do dado mudou três vezes

o que eu tinha

as bolinhas de nível e as barras de gráfico começaram azuis, iguais aos botões. depois passaram para o vermelho das fichas técnicas.

o que eu escolhi

o vermelho saiu do sistema e o dado ficou com o menta, uma cor que não compete com botão, link nem destaque. cada troca foi uma regra reescrita, não um ajuste solto.

09

o quiz fica fora do sistema

o padrão

aplicar o design system em todas as páginas, sem exceção.

o que eu escolhi

o quiz de match para recrutadores tem paleta e fonte pixel próprias. é um jogo, não um case, e pode ter cara de jogo. saber onde o sistema não entra também é decisão.

10

busca que entende a ideia

o padrão

filtro por nome do case e por perfil de quem procura.

o que eu escolhi

uma barra só. a busca procura a ideia dentro do conteúdo dos cases e responde se ela está ou não. o filtro por perfil saiu.

a tipografia

três fontes, cada uma no seu lugar_

o site usa três famílias e nenhuma troca de papel com a outra. todas seguem a mesma escala: 12, 14, 16, 20, 32 e 80.

  • gokschil

    hero

    a fonte de personalidade. aparece só no título de abertura de cada página, nunca em seção de conteúdo. se não carregar, o título cai para a roboto mono.

  • roboto mono

    títulos e interface

    subtítulos, rótulos, botões, números e o menu de terminal. é a voz de sistema do site, monoespaçada como um caminho de arquivo.

  • work sans

    corpo

    todo texto corrido. é a fonte que mais trabalha, então é a mais quieta: legível em parágrafo longo, sem disputar com os títulos.

fora do sistema: o quiz de match para recrutadores usa uma fonte pixel própria.

o sistema

cada cor com um trabalho_

o design system mora num artefato à parte, com tokens, componentes e uma lista de dúvidas que a IA levantava e eu respondia. a paleta é curta de propósito: seis famílias. numa revisão, dois brancos e quatro cinzas quase iguais viraram um papel e dois cinzas.

neutros

tinta#292929o chão de toda página
breu#121214cards, janelas e menu
cinza#a3a3a3dica, item inativo, série de comparação e traço tracejado
névoa#d6d6d6texto de apoio dentro de janelas
papel#f2f2f5texto, traço, fitas e o branco dos botões e números

variaçãotinta é o chão de toda página; breu desce um degrau e marca cards, janelas e menu. cinza e névoa são o texto de apoio, papel é o texto principal. eram oito tons; ficaram cinco.

azul

azul#1847e3botão: o que age

variaçãoum tom só. no hover, o botão vira amarelo, como todo hover do site.

menta

menta#36d6a5dado, nível e tempo

variaçãoum tom só, sempre preenchimento com borda papel. a série de comparação dos gráficos fica no cinza.

amarelo

amarelo#ffff8ddestaque: onde você está e rótulos

variaçãoum tom só. o texto sobre ele é sempre tinta ou roxo.

laranja

laranja#e97045links e atenção

variaçãoum tom só, no sublinhado de 2 px ou na barra de 8 px. o texto do link continua papel.

roxo

roxo#4c1d95texto de rótulo sobre o amarelo
lilás#b9a6f2rótulo e numeração no escuro

variaçãoa mesma função em duas luzes. o roxo some no fundo escuro (1,7:1), então ali ele vira lilás (8,7:1). sobre o amarelo, volta a ser roxo.

  • 8 px

    todo espaçamento em múltiplos de 8. na dúvida, o maior

  • 16 px

    raio só em janelas e telas. círculo, 50%. o resto, reto

  • 12·14·16
    20·32·80

    a escala de fonte inteira. nada fora dela

  • 3

    palavras, no máximo, em texto de botão

  • aa

    tudo em minúsculas, até nomes. siglas e Pix ficam como são. gokschil só no hero

  • :)

    o smiley em pixel aparece em todas as páginas

ferramentas

escolher a ferramenta também é design_

skills são pacotes de instrução que mudam como a IA trabalha. instalei só as que serviam ao site e deixei de fora o que traria complexidade sem ganho.

  • com a frontend-design e a canvas-design, fiz uma versão revisada do sobre. ela virou a página que está no ar.
  • a canvas-design partiu de uma filosofia visual escrita antes de qualquer pixel: desenho técnico, cor chapada, sombra sólida e uma assinatura sorrindo.
  • deixei de fora a skill de react com biblioteca de componentes. o site é HTML e CSS, e não precisa de mais que isso.
  • explorações e produção ficam em páginas separadas do canvas, então dá para testar sem quebrar o que está no ar.

no processo deste site

  • frontend-design
  • canvas-design
  • web-design-guidelines

ficou de fora

  • web-artifacts-builder

aprendizados

o que eu levo daqui_

  • a IA acelera o fazer, não o decidir. o que mais rendeu foi transformar cada feedback em regra do sistema.
  • regra escrita também se desfaz. o vermelho e o “só tema claro” saíram do sistema, e o design system registra o que mudou, não só o que entrou.
  • contexto é o insumo. com os meus documentos, ela escreve sobre o meu trabalho. sem eles, sobre qualquer designer.
  • revisar é o trabalho. toda frase com número passou por mim, e o que eu não conseguia provar saiu.
  • dirigir IA é parecido com dirigir um time: briefing claro, feedback específico e critério na hora de aprovar.

ler “IA não faz bons designers” →